"Mestre, são plácidas
Todas as horas
Que nós perdemos,
Se no perdê-las,
Qual numa jarra,
Nós pomos flores.
Não há tristezas
Nem alegrias
Na nossa vida.
Assim saibamos,
Sábios incautos,
Não a viver,
Mas decorrê-la,
Tranqüilos, plácidos,
Lendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza ...
À beira-rio,
À beira-estrada,
Conforme calha,
Sempre no mesmo
Leve descanso
De estar vivendo.
O tempo passa,
Não nos diz nada.
Envelhecemos.
Saibamos, quase
Maliciosos,
Sentir-nos ir.
Não vale a pena
Fazer um gesto.
Não se resiste
Ao deus atroz
Que os próprios filhos
Devora sempre.
Colhamos flores.
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos
Calma também.
Girassóis sempre
Fitando o sol,
Da vida iremos
Tranqüilos,tendo
Nem o remorso
De ter vivido."
(Fernando Pessoa - Ricardo Reis)
Indignação, vergonha ou culpa?!
Desde ontem minha indignação diante um fato ignóbil não deixa-me calar.
Que valores de vida estamos tendo?
O fato da morte brutal de uma menina de 5 anos apenas reforça a ausência de amor nos tempos de hoje – e, o que será do amanhã?
Tudo o que for decidido pelo homem, neste caso, será demérito diante a vida.
Morrem duas crianças por dia no Brasil vítimas de violência.
Nada é feito.
Tudo vira cinzas.
Mas, a vida continua e precisamos ir ao shopping comprar aquela blusa tão linda e esperada...
Quanta hostilidade.
Minha indignação ontem foi ligar a televisão no canal mais assistido pela população brasileira (infelizmente) e ver aquele show barato
de gente sem escrúpulos nenhum falando e chorando. Implorando para que o telespectador – nós – acreditemos naquele teatro pago
diante às câmeras.
Queriam explicar o inexplicável. Queriam mostrar a nós; sim, a nós o quanto são “família” e especiais.
Que triste e vergonhoso ver o quanto o ser humano pode ser despudorado.
Não sei se sinto raiva, revolta, nojo, culpa ou tudo junto. Só sei que nenhuma justiça será o bastante diante a barbárie que estamos vivendo.
Mas, só resta-me pedir: JUSTIÇA!
AHIMSA

Estou fora de casa,
os sinos tocam dizendo ser o fim da energia e
o começo de outra - não obedeço.
O copo de vinho me acompanha nesses dias famintos.
Estou à beira da loucura. Da loucura perplexa,
da indignação e das flores mortas.
Tenho infinidades para plantar...
A música toca e eu não sei acompanhá-la e
só dentro da alma ela é compreendida.
Pessoas passam, pessoas vem, pessoas vão -
é sempre a mesma coisa.
Os banheiros existem - é preciso defecar.
Os sinos tocam sem ritmo numa balada propícia ao vento.
Sou o que sou e nada mais.
Tem gente que me admira, tenta me consumir e depurar...
mas sou feita de carne e osso e minha alma
ninguém pode alcançar.
Não sou vitrine exposta, onde se olha e pode comprar...
sou além da matéria.
Chega de hipocrisia, de ladainhas e picuinhas -
somos e podemos ser mais do que isso.
Vampiros de energia - gente de pouco brilho que rouba
o que é do outro. Sejamos verdadeiros caros vampiros -
tirem suas máscaras e encarem suas fraquezas.

línguas linguetes linkes phósforo
faísca fagulha cogumelos delineados
saliva cuspe de dna de jardins elétricos
mudável mutável mutantes nós
ets em cima de ovnis guiados por devaneios
nos berços de poliedros Torquatálios do sonho
da explosão grafitante das nuvens sangradas
bocas bacantes palavras scarlates signos de
luas insanas sóis escritos fulminantes
estilhaços de Hendrix na amplidão do átimo no buraco negro
que um poema sorri num brilho stellar.
(Cássio M. Amaral)

"A miséria pode ser alcançada,tanto quanto se quer, e sem fadiga:
a estrada é plana e ela se aloja muito perto de nós.
Os deuses imortais, todavia, exigiram o suor para se conquistar o mérito.
Longo, árduo e principalmente escarpado é o caminho para se chegar lá,
mas quando se atinge o cume, ele se torna fácil, por mais penoso que tenha sido."
(Hesíodo)

Reunião da Comissão Internacional da Baleia termina com vitórias
A 59º Reunião Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB) foi encerrada com sucesso para o bloco dos países conservacionistas e com grandes mudanças políticas a favor da preservação das baleias
Foram importantes vitórias! A primeira delas foi a maioria dos países participantes votando a favor da criação da área de proteção às baleias: foram 39 votos a favor, 29 contra e 3 abstenções. Entretanto, para ser aprovada, a proposta do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, defendida desde 1999 pelo Brasil, Argentina e África do Sul, necessitava de 75% dos votos.
“Apesar da não aprovação podemos afirmar que a proposta está ganhando força dentro da Comissão”, avaliou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace. “Na Reunião de St. Kittis e Nevis, no ano passado, não conseguimos nem sequer propor o santuário”, complementou.
Uma outra vitória importante foi a garantia de que a caça comercial de baleias não será retomada. A decisão passa por cima de uma resolução simbólica aprovada em 2006 pelos aliados baleeiros, que afirmava que a proibição já não era mais necessária. O bloco dos países conservacionistas, que inclui o Brasil, se mostrou mais forte e consolidado. Além da não retomada de caça comercial, esses países conseguiram apresentar o turismo de observação de baleias como alternativa socioeconômica e científica para acabar com a caça.
“Tivemos uma das maiores vitórias políticas dos últimos anos. A abstenção dos países aliados ao Japão e a consolidação do bloco latinoamericano com atitudes mais pró-ativas e integradas contribuiu para a preservação das baleias”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace.
O Japão pediu autorização para que suas comunidades costeiras pudessem caçar quantidades indeterminadas de baleias Minkes, como caça de subsistência. A proposta japonesa foi imediatamente rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à caça de baleias. Somente receberam aprovação da Comissão a continuidade das capturas aborígenes de baleias pela Groenlândia, Alasca e Rússia. “A proposta do Japão é uma forma velada de caça comercial de baleias, apesar de os japoneses assegurarem que é apenas uma atividade de subsistência dos povos locais”, afirmou Leandra.
O Greenpeace mobilizou milhares de pessoas em vários países para manifestar seu apoio à luta contra a caça comercial das baleias por meio de manifestações públicas e com I-go, uma campanha inovadora na internet. “Sem a participação ativa da sociedade não seria possível comemorar esta vitória e mostrar ao mundo a importância da conservação das baleias e golfinhos”, reafirma Leandra.
A próxima reunião da CIB será em Santiago, Chile, em junho de 2008.
CHEGA DE VIOLÊNCIA!!!!!
Ahimsa!!!

Um poeta...um artista...um filho de Deus...
Tinta que dança ao som transcendente da matéria com o infinito,
Tudo seguindo na direção certa, rumo à luz...ao deleite...
“Cores”, “Estradas”, “Rochas”, “Moças”, “O nome da flor”, “Recado” e “O sapo”,
Serão Flores Desorientadas??!!
Talvez este seja o caminho...
Amigos, tem um poeta chamado Antonio Luiz Junior, conhecido como Tony que vaga nas ruas de Sampa com um sonho (e que sonho!!), escreve lindo poemas e precisa de ajuda para poder lançar seu livro...quem quiser contribuir de alguma forma é só enviar e-mails para: tonyluiz1956@yahoo.com.br
Segue alguns poemas dele...
Beijos à todos!!
Livro: Flores Desorientadas
Poeta: Tony
O nome da flor
"Perto de uma flor sem nome,
vi outras flores sem nome.
Não ter nomes, eu sabia,
Era apenas não ter nomes.
Eu não sabia o nome do nome,
Não sei os nomes do homem,
Assim não importam os nomes
Das flores que eu sabia."
Cores
"O verde e o vermelho anunciam:
A vida é uma piada nua;
a palavra, um calvário enfeitado.
Serei cego da língua:
Precisamos dessas linhas?
Quero uma comparsaria:
Agarrar um deserto numa flor;
Revelar a cor, o detalhe,
O vento extrovertido
Ou o corpo do lenço perdido;
Pois a palavra mundo não gira,
A cor é um planeta girando,
Um ponteiro perdido que gira."
"

Tela Lasar Segall
“ Não ensine a seu filho
que as estrelas não são
do tamanho que parecem ter:
maiores do que a Terra!
São lâmpadas
que os anjos acendem todos os dias
assim que o sol começa a escurecer...
Não diga a seu filho
que as asas dos anjos
só existem na imaginação.
Já vi meu anjo em sonho
e posso jurar
que ele tem asas claras
que até parecem feitas de luz.
Não encha a cabeça de seu filho
ensinando-lhe hipóteses precárias
que amanhã de nada servirão.
Povoe de beleza
o olhar inocente de seu filho.
Dê-lhe uma provisão de bondade
que chegue para a marcha da vida.
Infunda-lhe na alma
o amor de Deus – e tudo o mais,
por acréscimo,
ele terá.”
(Dom Helder Câmara)
FELIZ DIA DAS MÃES!!!!

Nu agora;
Tento manter o equilíbrio.
Equilíbrio este que desfalece a cada gota de saliva envenenada que engulo.
O vinho desce doce pela garganta amarga.
Preciso de cada gota para banhar-me a alma.
O ser humano é abominável.
Cansei-me da hipocrisia que impera.
Pessoas que usam a palavra amor como papel higiênico.
Cansei-me de me cansar disso.
Neste momento, recebo um beijo doce do meu filho...raízes brotam em meus pés...
A vida renasce por um instante.
Cai uma gota de vinho,
Parece sangue,
Parece vida,
Parece o fim,
O ponto,
O nada concretizado.
Talvez seja o caminho,
Quero uma taça pós outra...quero vida!
Meus versos se quebram como um cristal fino,
e a simplicidade do pôr-do-sol ensina-me a tranqüilidade.
Na terra do faz de conta, tudo pode acontecer e tudo pode ser transformado.
Não morre. Espera.

http://cassioamaral.blogspot.com
Mas, não esqueçam também do antigo que é pura alma!!!
Beijos à todos e o pedido que não pode se calar nunca:
PEDIDO DE PAZ!!!! HOJE E SEMPRE!!!

Salvador Dali
E S T R I L O
Quem nos salvará de nós mesmos?
Buscamos um “Jesus” para limpar nossos erros,
aliviar nossos medos, nossa incapacidade de encarar situações,
nossas crueldades...
Queremos uma salvação, um milagre, como num conto de fadas que alguém tira do bolso uma varinha de condão e transforma tudo aquilo que está feio e fora do contexto.
Será que precisamos de heróis para metamorfosear nossas vidas, nosso planeta?
Será que nos falta mais questionamento e reflexão daquilo que somos e ainda podemos ser?
Assistimos ao “baile de máscaras” a todo tempo, impunidades, crueldades contra toda espécie da natureza, inclusive a nossa.
E estamos aqui, espectadores e aderentes às tragédias.
Quem é mais culpado?
O planeta Terra possui ¾ de água, sendo 97% salgada e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce existente, a maior parte encontra-se sob forma de gelo nas calotas polares e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida – representada pelas fontes subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% aproximadamente desse percentual.
E mesmo sabendo disso - poluímos.
Mas, não nos preocupemos tanto, afinal de contas não temos culpa disso. Quem sabe algum herói venha nos salvar do precipício?!
Desmatamentos descabidos, extinção de espécies, aquecimento global...
O que mais teremos que “ver” e “viver” para darmos valor à vida?
O que somos?
Somos todos cidadãos da Terra e temos total responsabilidade para com ela.
Não virão heróis para nos salvar – cada um pode ser um.
Vamos prestar mais atenção nos jardins do que nas roupas em vitrines.
Vamos conversar mais com as estrelas...
A real, é que estamos matando a Mãe-Terra.
Sou filiada ao Greenpeace à alguns anos...portanto, fica aqui algumas dicas:

Salvador Dali
Desassombro
Penso e vejo que não sinto,
porque quando sinto vejo que não penso.
É tudo tão natural...
Milhares de migalhas em pensamentos distorcidos,
na manhã que insiste em nascer.
Não há como se proteger do sol, por isso, deixo-o entrar.
Será Deus?
Minhas cortinas se fecham num devaneio ilógico e mágico.
Tudo a minha volta gira gira gira...o coração palpita e sente a vida pulsar.
A chuva começa a cair dentro de mim e vem aquela calma e pálida sensação de desanuviar.
A natureza tirou a insensatez da alma e, da chuva abriu o sol,
do sol o arco-íris e dele a vida correndo nas veias como ópio.
Meu desassombro é seguir um caminho indulgente e pensar sobre a essência do amor.
O amor é o que o amor faz.
O que seu amor foi capaz de fazer hoje?
Plantei uma flor em meu jardim,
Vesti almas nuas e as sorri feito criança.
Ensinei e aprendi.
Olhei e vi.
Falei, pensei e soube ouvir.
Arrepiei ao pôr-do-sol e dele vi Deus ressurgir.
E amanhã, quando sol insistir em nascer, estarei diferente.
Assim, seguirei na simultaneidade das crenças e dos paradigmas por mim dados como certos.
E espero a cada manhã o brotar de uma nova flor em meu jardim.

"...Mandei plantar, folhas de sonho no jardim do solar
as folhas sabem procurar pelo sol
e as raízes procurar, procurar,
mas as pessoas na sala de jantar
essas pessoas na sala de jantar,
são ocupadas em nascer e morrer..."
(Os Mutantes)
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