Tela Edward Munch

 

O GRITO

O grito sufocante da garganta arrancada

Ventos uivantes na madrugada gelada

O grito propaga-se em sombras.

De sombras, luz e gritos vagos ao longe de saudade incógnita.

Fui criança como toda gente,

onde o grito era como mel na colméia.

Só sendo criança para ouvir o grito de leveza,

rindo com as nuvens,

dançando com a música,

pulando do arco-íris.

O grito corre nas veias como ópio no sangue.

Minha casa é perto do rio,

sinto cheiro de mato doce e terra molhada.

Grito para as rochas,

e elas me respondem em forma de silêncio.

Que grito mágico é esse?

Sinto a paz natural da vida,

e vejo o céu azul - o mesmo da minha infância.

Pequena verdade onde o céu se reflete

na bondade, felicidade e pureza.

Quero sempre ouvir os gritos das rochas e

ver o luar através dos altos ramos florindo...

Que triste não saber florir,

quando a única casa artística é a terra toda.

 

 

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