Quero por perto um coração limpo.

Limpo de egoísmo, inveja e preconceito.

Não quero mais perto de mim

pessoas bailando com suas máscaras

como num grande espetáculo,

Fingindo ser humanas,

Fingindo ser aquilo que elas nunca serão.

Não por opção, mas por coração.

Usar incensos,

Mantras,

Roupas zen,

Só condiz àquele que tem tamanho para isso,

O tamanho de cada um,

está no modo como tratam as pessoas.

Mas, essas máscaras bailam tão lindamente

que acabam se misturando

na magia que não lhes pertence.

Elas dançam por todo salão,

mostrando uma capa enferrujada,

Porque só aquele

que enxerga a alma por dentro dos olhos

vê que o brilho não é dela.

É falso, é mesquinho, é pequeno.

Máscaras do mundo!

Encontrem suas virtudes e

não as roube de ninguém,

e estas serão tua,

não terá em comum com pessoa nenhuma

e não mais enganará.

Sou o que sou e nada mais.

Dói em mim ver imagens que se refletem distorcidas,

A dor me cansa e,

Cansa-me senti-la.

O choro, o grito, o sussurro, o desagrado,

Que balde de água fria.

Após esta loucura desvairada,

Ficarei em silêncio por um longo tempo.

Espero que as palavras tragam a tempestade

deixando cada alma sedenta de estrelas...

assim, como rocio cai sobre a erva no momento

mais silencioso da noite.

 

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