Salvador Dali

 

Desassombro

 

Penso e vejo que não sinto,

porque quando sinto vejo que não penso.

É tudo tão natural...

Milhares de migalhas em pensamentos distorcidos,

na manhã que insiste em nascer.

Não há como se proteger do sol, por isso, deixo-o entrar.

Será Deus?

Minhas cortinas se fecham num devaneio ilógico e mágico.

Tudo a minha volta gira gira gira...o coração palpita e sente a vida pulsar.

A chuva começa a cair dentro de mim e vem aquela calma e pálida sensação de desanuviar.

A natureza tirou a insensatez da alma e, da chuva abriu o sol,

do sol o arco-íris e dele a vida correndo nas veias como ópio.

Meu desassombro é seguir um caminho indulgente e pensar sobre a essência do amor.

O amor é o que o amor faz.

O que seu amor foi capaz de fazer hoje?

Plantei uma flor em meu jardim,

Vesti almas nuas e as sorri feito criança.

Ensinei e aprendi.

Olhei e vi.

Falei, pensei e soube ouvir.

Arrepiei ao pôr-do-sol e dele vi Deus ressurgir.

E amanhã, quando sol insistir em nascer, estarei diferente.

Assim, seguirei na simultaneidade das crenças e dos paradigmas por mim dados como certos.

E espero a cada manhã o brotar de uma nova flor em meu jardim.

 

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