Estou fora de casa,

os sinos tocam dizendo ser o fim da energia e

o começo de outra - não obedeço.

O copo de vinho me acompanha nesses dias famintos.

Estou à beira da loucura. Da loucura perplexa,

da indignação e das flores mortas.

Tenho infinidades para plantar...

A música toca e eu não sei acompanhá-la e

só dentro da alma ela é compreendida.

Pessoas passam, pessoas vem, pessoas vão -

é sempre a mesma coisa.

Os banheiros existem - é preciso defecar.

Os sinos tocam sem ritmo numa balada propícia ao vento.

Sou o que sou e nada mais.

Tem gente que me admira, tenta me consumir e depurar...

mas sou feita de carne e osso e minha alma

ninguém pode alcançar.

Não sou vitrine exposta, onde se olha e pode comprar...

sou além da matéria.

Chega de hipocrisia, de ladainhas e picuinhas -

somos e podemos ser mais do que isso.

Vampiros de energia - gente de pouco brilho que rouba

o que é do outro. Sejamos verdadeiros caros vampiros -

tirem suas máscaras e encarem suas fraquezas.

 

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